Outro dia me chamaram para um encontro fora do Rio.

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E eu perguntei se iria dar palestra e me responderam:

“Não, aqui não tem isso, é tudo em rede”.

Criaram a ideia de que rede é um objetivo, um fim em si mesmo.

Nada mais equivocado.

Redes são ferramentas humanas que variam de modelos, conforme os contextos e as Eras Cognitivas, a partir das Tecnologias Cognitivas disponíveis.

Não há um formato ideal de rede, mas um conjunto de opções no menu, que deve funcionar a cada circunstância.

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Entendo até a birra com modelos verticais, pois justamente estamos saindo de um modelo hegemônico e padrão de redes, todas no mesmo formado, apesar de contextos distintos.

Uma rede, assim, a meu ver, será modelada, a partir do problema que tem a ser resolvido e a experiência/possibilidade de participação que os membros da rede tenham para ajudar a resolvê-lo.

Quando temos, através do mérito, pessoas que podem contribuir mais e melhor para aquele objetivo, a rede eficaz deve ser capaz de se moldar para que quem tem mais a colaborar tenha mais voz até que a sua contribuição se harmonize com o resto.

Não há, assim, um formato, mas vários que devem poder ser ajustados.

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Uma plataforma de debates boa será aquela em que os algoritmos possam ajudar nessa modelagem.

O Twitter é uma tentativa ainda primitiva disso, quando apresenta o número de seguidores e de seguidos. Ninguém é obrigado a seguir ninguém, então, parte-se do principio que tem mais seguidores em uma dada área tem, por mérito, algo a contribuir a mais.

Um outro modelo que tenta medir tal modelagem das redes é o Klout, que faz uma avaliação das redes sociais e dá uma nota algorítmica a alguém em função de critérios de capacidade de influência.

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Estamos engatinhando.

Em um evento presencial, por exemplo, poderíamos ter aplicativos que poderiam avaliar as pessoas que estão falando durante um período curto e, dependendo da performance, ganharem mais tempo, a partir do interesse.

Aí sim, você teria uma rede mais horizontal ou mais vertical, com a pessoa falando mais ou menos tempo, a partir de critérios mais meritocráticos.

Ou seja, uma rede deve ser vista não como um fim em si mesmo, uma ideologia a ser defendida, uma bandeira. O que deve ser defendido é a capacidade de cada rede em possibilitar que seja alta a taxa do mérito, a partir da participação/escolha da influência de cada participante.

Por aí, que dizes?

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