Está na Hora de Descentralizar o ORKUT!

outubro 31, 2008

04.05.07
[ Por Carlos Nepomuceno ]

Veja se a minha lógica está certa: É fato que as redes eletrônicas estarão cada vez mais presente na sociedade. E que já são e passarão a ser cada vez mais o canal principal para gerar conhecimento e inovação. Diante disso, as instituições e Países que quiserem crescer no futuro precisarão ter uma estratégia para bem utilizar as redes com um dos fatores estratégicos para crescer.

Até aí concordamos? Pois bem, vamos seguir.

Há diversas formas de utilizar a rede, mas a prática tem demonstrado, através de projetos colaborativos, como o Wikipedia, Linux e similares, que existe um grande potencial adormecido nesses modelos colaborativos, que geram conhecimento e inovação.

Assim, uma estratégia a longo prazo passa pelo uso cada vez maior desses ambientes para viabilizar projetos interativos inteligentes.

O Brasil tem vivido intensamente essa experiência, sem qualquer apoio oficial ou indução corporativa. O brasileiro adotou o Orkut como o seu novo ambiente on-line.

Lá, milhões de brasileiros criaram a sua identidade virtual.

Somos, aliás, o País com mais usuários da ferramenta de colaboração do Google (http://www.orkut.com/MembersAll.aspx) com 53%, seguido dos Estados Unidos com 18%.

Esse fato demonstra uma facilidade grande do brasileiro para a comunicação em rede, seguido, porém, da nossa característica exibicionista e pouco participativa.

Temos facilidade para o entretenimento, mas ainda não saltamos para a fase da participação e do conhecimento.

A pergunta que fica é: como o País pode aproveitar essa facilidade do brasileiro para navegar em ambientes colaborativos para projetos de conhecimento e inovação, de tal forma a dar saltos educacionais tão necessários para o mesmo?

As respostas, a nosso ver, passam por três fatores:

- ferramentas similares ao Orkut, mas livres e gratuitas, que não estejam centralizadas em um portal, mas espalhadas e que, ao mesmo tempo permitam a troca de informações entre as diversas bases colaborativas;

- capacitação de novos profissionais, capazes de coordenar projetos nessa linha;

- metodologias que sirvam de guia para esses profissionais.

Dentro desse cenário, criamos o Instituto de Inteligência Coletiva (ICO), (http://www.ico.org.br) , que objetiva apresentar para o País respostas para essas três demandas.

De lá para cá, lançamos o ICOX – ferramenta livre e gratuita (http://www.icox.org.br), que já está na versão 1.2, com mais de 1000 mil instituições, entre elas a Infoglobo, com o Globonlinners (http://www.globonlinners.com.br/), site de relacionamento dos usuários do Globo on-line.

Lembrete importante: o Icox pode ser usado por portadores de deficiência visual.

Preparamos um curso à distância gratuito com apoio de algumas instituições para formar gerentes de comunidades. Lançamos um livro, como apoio da editora Campus/Elsevier, “O Conhecimento em Rede“, que apresenta o novo cenário e uma metodologia para projetos colaborativos.

O Brasil tem uma janela de oportunidade para dar um grande salto, em função da característica comunicativa da sua população, temos que saber jogar isso a nosso favor. E convocamos você para ajudar nessa direção.

Links relevantes para conhecer mais sobre os projetos:

Do ICO:
http://www.ico.org.br

Do ICOX:
http://www.icox.org.br (demo do programa)

Quem já apóia o projeto ICOX:
http://www.icox.org.br/download/apoio.php

O que é o ICO:
http://www.ico.org.br/oque_e.htm

Artigos nossos e selecionados sobre o fenômeno Web 2.0 e projetos similares ao ICOX:
http://www.ico.org.br/artigos.htm

Download do programa:
http://www.icox.org.br/download/estatistica.php

Perfil de quem já testa o programa:
http://www.icox.org.br/download/lista_download.php


Carlos Nepomuceno é jornalista, pesquisador, coordenador do Instituto de Inteligência Coletiva – ICO e coordenador da Pontonet – primeira empresa de consultoria em Internet do País. Cursou a graduação na PUC-RJ, o mestrado em Ciência da Informação na Escola de Comunicação da UFRJ/IBICT/CNPq e fez especialização em Informação no Ciberespaço, na Internet Society, em Honolulu, Havaí. Atualmente é consultor de tecnologia para o Sebrae, Petrobras e IBAM, com projetos em Implantação de Tecnologia e Comunidades Virtuais, e professor do curso de Inteligência Coletiva do MBA de Gestão de Conhecimento do CRIE/UFRJ/Coppe.


Orkut Ano Dois

outubro 31, 2008

03.02.06
[ Digestivo Cultural - Por Julio Daio Borges ]

Talvez como nenhum outro site antes, o Orkut é uma realidade para os brasileiros hoje. A importância que eu vejo no Orkut transcende qualquer julgamento moral (do comportamento das pessoas lá dentro) e qualquer opinião editorial (do que é publicado lá nas páginas). A importância que eu vejo no Orkut está no fato de que, para muitas pessoas, ele foi a primeira grande experiência – real de profunda – de “virtualidade”. A primeira experiência (traumática), marcante, com a internet. A primeira experiência de se colocar na Rede, de fazer parte Dela – e de sofrer as conseqüências.

Artigo Completo » http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=1812


Os problemas das comunidades do Orkut

outubro 31, 2008

11.06.07
[ Por Carlos Nepomuceno ]

Recebemos a seguinte carta de uma nova usuária do ICOX:

Prezado Prof. Carlos Nepomuceno, saudações.

Tudo bem?
Primeiramente foi um prazer conhecê-lo e uma honra podermos colaborar com o ICOX. Somos produtoras culturais e desenvolvemos vários projetos neste segmento de arte e cultura. Conforme conversamos por telefone, segue o nosso relato a respeito das comunidades ativas que temos no Orkut, “Diversidade Cultural” e ” Agentes Culturais”. Como infelizmente o Orkut se tornou um ambiente inseguro para as comunidades.

Desde maio de 2005 ao conhecermos a plataforma do Orkut, vimos a possibilidade de reunir os profissionais artistas, produtores, financiadores/investidores e acadêmicos dos segmentos culturais. Criamos então a comunidade “Diversidade Cultural”. Com o tempo, começamos a crescer em número e em interação. Devido as inúmeras colaborações dos membros e para organização dos tópicos ali postados, criamos uma ferramenta de jornal eletrônico de nome ” e-flash cultural” que reunia todas as participações dos setores diversos. No último número já eram 2500 leitores (dois mil e quinhentos) em dezembro de 2006.

Infelizmente ainda em 2006 aumentou a onda de ‘spammers’, através do envio de ‘floods’. A maioria dessas informações recebidas nos perfis eram de cunho grosseiro que oferecia desde remédios pela internet, sexo virtual, filmes pornográficos e inúmeros produtos de qualidade duvidosa. Essas mensagens, para nós, foram um ‘alerta’. Percebemos que estávamos num local desprotegido e que ali tudo seria possível. Nem imaginávamos que o pior ainda aconteceria à nossa comunidade.

Partimos para um plano de ação. Selecionamos alguns dos membros participantes da comunidade e iniciamos um processo de diagnóstico para sabermos a real força deste coletivo, bem como as motivações das participações. Os resultados confirmaram a importância e necessidade do canal de interação destes profissionais que trabalham, ensinam, investem e participam nas ações, propostas e projetos de arte e cultura. O diagnóstico também apresentou algumas questões sérias sobre o fator “segurança”. Além dos inúmeros tipos de vírus, muitos perfis foram roubados, mensagens indesejáveis eram enviadas aos amigos sem permissão. Então, diante dos fatos, decidimos preparar uma plataforma para dar continuidade a nossa caminhada, valorizando sempre a perspectiva que avistamos de crescimento devido a força coletiva.

Começamos a organização da plataforma do nosso portal “Banco Cultural “, que já iniciou-se com a proposta de afirmação dos conceitos e importância da interatividade e fortalecimento dos coletivos representantes da diversidade cultural no Brasil e exterior, em vista a valorização dos regionalismos culturais desde a sua essência a sua sustentabilidade. Ocasionando assim, por exemplo, o relacionamento e troca de conhecimentos diversos dos artesãos do interior de Pernambuco com os artesãos do Rio Grande do Sul.

Tivemos o conhecimento do software livre ICOX – Gerenciador de Inteligência Coletiva. Para nós, um motivo de grande alegria pois esse gerenciador será estratégico como uma poderosa ferramenta dentro do nosso portal Banco Cultural, através da implantação do canal TEAR – Coletivo Inteligente da Cultura, onde redirecionaremos as nossas comunidades.

Bem, neste ano de 2007, ainda em processo de construção da plataforma base do Banco Cultural, fomos surpreendidas ao constatarmos que as nossas comunidades do orkut foram roubadas. A pessoa responsável pela ação parecia desconhecer o próprio poder de interceptação. Depois de muito argumentar com o suposto ladrão, duas comunidades profissionais e muito ativas sumiram. Seis mil membros em uma, duzentos na outra. Desespero total da parte da equipe e membros. Dois anos de trabalho de construção, com muito esforço se foram num simples DELETAR de um botão de um sociopata.

A orientação que tivemos partiu de outros usuários e não da equipe do orkut. Uma comunidade de nome “Super Liga de Moderadores” nos orientou em como entrar em contato com a equipe do orkut, que não é fácil. Orientou também em como achar o link certo para ativar a equipe, outra coisa que não foi fácil de achar. E finalmente nos disse para ‘provar’ que as comunidades eram nossas. Apenas robôs entraram em contato conosco de forma automática sempre em respostas aos nossos e-mails de reclamação. Se não fossem esses “super moderadores” temos certeza que o nosso trabalho estaria perdido e com ele todos os contatos. Depois de tanta tristeza e insistência as comunidades voltaram, contudo o nosso desconforto permanece.

O Orkut, enquanto rede de relacionamento é interessante e funciona realmente. Contudo, confiar nesta plataforma para projetos profissionais e de pesquisas através das “comunidades” daí já se torna algo a se pensar.

Bem, este é um breve relato a respeito da nossa experiência com nossas comunidades no Orkut, caso o senhor constate alguns erros que necessitem de alterações ou correções, favor entre em contato conosco.

Mas uma vez ressaltamos a nossa alegria em participar inserindo em nossa plataforma o ICOX. Estamos à sua disposição para quaisquer dúvidas. Temos a pretensão de inaugurar o nosso Portal Banco Cultural e em destaque o canal TEAR – Coletivo Inteligente de Cultura em setembro próximo no 2º Salon du Brésil à Paris – Mostra Brasileira de Marcas, Produtos e Serviços. Estamos em fase de confirmações para este evento, contudo estamos lutando para que de fato possamos representar a nossa proposta pois acreditamos que será estratégico para o nosso segmento, especialmente a relação do eixo Cultura e Tecnologia.

Grande abraço,

Janice Laurenti e Teka Oliveira
Produtoras Culturais


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