30.07.07
[ Por Carlos Nepomuceno ]
Ao abrir espaço para o leitor, o público e o cliente opinarem, muitas instituições e empresas não aguentam o tranco e fecham as portas. Não tem futuro essa abordagem. Há outra melhor.
Há uma crise no ar, além da aérea. Muitas instituições abriram espaço, de diferentes maneiras, para a colaboração dos usuários pela internet.
Tiveram a intuição de que a web caminhava para esse lado interativo. Não estavam errados.
Mas a participação cresceu, o gargalo veio e o que fazer agora?
É o que se pergunta a Submarino, que está ainda no meio barro, meio tijolo da Web 1,5. Veja a extensa discussão sobre o assunto no Webinsider (http://webinsider.uol.com.br/index.php/2007/07/09/hp-nao-da-o-cabo-submarino-nao-da-a-menor-bola/) e na Dicas-L (http://www.dicas-l.com.br/conhecimento_em_rede/conhecimento_em_rede_20070720.php).
Aceitam comentários sobre produtos, mas não liberam livremente a contribuição dos consumidores, ora aceitam, ora não. (Geralmente rejeitam as críticas negativas, criando um clima de desconfiança entre os usuários.) É algo que fica cada vez mais inadministrável, tal o volume das colaborações, que crescem a cada dia. O mesmo ocorre em jornais, sites, por todos os lados.
O remédio para a crise está dado: Web 2.0. A nova filosofia? Simples e direto: entrega a Deus! Ao Deus comunidade. E ao Deus Robô. Ambos vieram para separar o joio (lixo) do trigo (qualidade da informação) de diferentes maneiras.
De forma voluntária: usuários denunciando abusos, comentando, criticando, dando notas, classificando, tagueando.
De forma automática: robôs ordenando por relevância, impedindo palavras hostis, relacionando e buscando. “Não interessa mais o que faz cada abelha, mas como anda toda a colméia”, disse-me um cliente pós-web 2.0.
E eu complementaria: temos que criar canais reais (e não artificiais) para nos envolver, aprender e mudar junto com as colméias, se quisermos estar no ritmo do mundo atual. Qualquer ação diferente dessa tende, a curto e médio prazo, ao fracasso.
Enfrentar, enfim, de frente e sem medo o choque cultural que bate à porta. Aprender a enterrar a cada clique o controle da era pré-web. Não é questão de querer, mas de ter que e pronto. Sim, mais do que tecnologia, a Web 2 veio primeiro mudar cabeças e depois, toda a sociedade.
Resta saber: quem está realmente preparado?
Escrito por manubrederode 








