Web 3.0, 4.0, 5.0..Boom!

outubro 31, 2008

14.03.06
[ Por Carlos Nepomuceno ]

 

Não faz muito, me liga a repórter da Zero Hora de Porto Alegre:

- E a Web 3.0, a tal web semântica?

Me pega tomando descafeinado com pão de queijo. E ainda quase de boca cheia, ataco pelo celular de Niterói depois de uma palestra:

- Papo furado, não dá para prever.

Continuo:

- Como não dava para imaginar que a própria internet, o Linux, o Skype, o MP3, o YouTube chegariam do nada a escala global.

Veja – digo a ela – que o passado da web e suas inovações não se apresentaram de forma linear. Foram quebras trazidas dos lugares e personagens mais inesperados.

Tiveram apenas algo em comum: a adesão da massa em rede às idéias alucinadas de uns malucos escondidos por aí.

Calma, enfatizo, não dá para monitorar malucos, pois uma grande idéia na tela não é nada.

(A bolha cobrou caro essa constatação.)

Assim, para prever o futuro é necessário acompanhar e monitorar os enxames para seguir o calor nas colméias.

E monitorar tão de perto, tão de perto, que é preciso virar abelha, como uma metamorfose. As empresas, digo a ela, serão colméias, produzirão calor e mudarão o mundo ou serão picadas até a morte.

Arremato com esta frase de efeito – (na verdade, já nem sei se disse, de fato, ou inventei agora). ;)

Ou seja, se a indústria de música não olhasse com desdém o bafo quente do Napster e o MP3, não estaria na crise atual.

Ou as empresas de teles não ignorassem o incendiário Skype.

Ou ainda neste momento as empresas do planeta que não acreditam no Orkut.

Ele e os irmãos (YouTube, MySpace, entre outros) são o novo modelo de comunicação corporativa, que moldará a Internet e Intranet dos próximos anos – basta medir a temperatura.

Assim, é preciso tirar algumas lições da Web 1.0 (1960-2005) para nos ajudar a entender a fase atual da Web 2.0 (2005-?) e pensar no futuro.

Eis as sete regras de quem não quer chorar sobre a Web derramada (seja a 2, 3, 4 ou 5):

1- nada importa se não gera calor na massa em rede;

2- tudo importa se gera calor na massa em rede;

3- o calor não tem hora ou lugar, desde que aceito pela colméia;

4- Quanto mais calor, mais valor;

5- O valor está no calor da massa em rede;

(Justifica o preço do YouTube: 1,6 bi de dólares).

6- Assim, para gerar valor, seja a massa em rede e gere calor;

7- Competir é manter calor.

Ah, e sobre a Web 3.0?

Tá fria.


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