Vai começar um blog mas não sabe o que dizer?

outubro 31, 2008

06.08.07
[ Por Carlos Nepomuceno ]

 

Os blogs cumprem o papel de criar o outro lado da moeda da mídia tradicional. Quando conseguem fazer isso com eficiência, vão adiante. Quando aliam a isso alguma visibilidade, passam a bem acessados.

Depois de anos colaborando com artigos para diversos jornais e publicações web, resolvi criar o Blogtafogo.

Dois motivos:

Testar na pratica e para valer o Icox, ferramenta que estamos desenvolvendo e foi adaptada para a Infoglobo e acompanhar o meu time cada vez mais líder.

Pois bem, do alto dos meus poucos meses de blog já tenho uma verdade inicial: qualquer um pode escrever o que quiser, óbvio, mas o interesse do leitor é encontrar ali o que não terá em outros lugares, seja informação ou opinião.

Os blogs cumprem o papel de criar o outro lado da moeda da mídia tradicional, quando conseguem fazer isso com eficiência, vão adiante. Quando aliam a isso alguma visibilidade passam a bem acessados.

Anunciar no meu blog que o Dodô foi absolvido, de que adianta, se todo mundo já sabe? Mas dizer como a notícia bateu lá em casa é algo que complementa, acho eu.

Vamos ao resumo do que sempre pensei e agora se consolidou:

1. O blog deve cumprir o espaço do outro lado da mídia, trazer uma visão nova, um site escondido, uma dica interessante, procure sempre um ângulo novo;

2. Os blogs servem mais à opinião do que à informação, pois manter um grupo bem informado exige trabalho e tempo, mercadoria cara hoje em dia;

3. Quando não tiver nada a dizer, fique na sua. Regularidade demais atrapalha. No mar de lixo informacional, acredito que o diferente e relevante chama a atenção;

4. Seja breve. Textos longos e blogs não rimam;

5. Deixe sempre o leitor respirar, divida o texto em parágrafos pequenos;

6. Acompanhe os comentários e intervenha, aqui e ali, mas não sempre, deixe que a conversa role. É horrível quando o blogueiro entra toda hora! Ele é um motivador e não o dono do pedaço;

7. Crie comunidades em torno do blog, (o ICOX e outras ferramentas já permitem algo assim), enviando para eles os novos posts, ou escolha um local que tenha um RSS para colocar seu blog para que o leitor sempre te acompanhe, “sem sair de casa”;

8. Tente se especializar em um assunto ou tema, algo assim fica mais fácil para dominar. Se blogas sobre vários temas, opte até por diferentes blogs (estamos desenvolvendo, neste caso, um multi-blog, em que cada usuário pode dividir os posts por temas fixos, com fotos e layout específico, para facilitar algo assim, mas no mesmo ambiente, podendo, inclusive, postar em mais de um blog ao mesmo tempo). Saiba também usar as tags para ajudar o leitor a encontrar os assuntos;

9. Não faça do seu blog uma ilha, compartilhe alguns posts em listas, em publicações, ampliando o leque de leitores, enriquecendo a visão que têm sobre os assuntos tratados;

10. E o que mais? Comente!


Os blogs estão virando orkuts e chegam às intranets

outubro 31, 2008

Os usuários não são mais simples consumidores de serviços e conteúdo, mas também agem como criadores, propiciando uma rede de inteligência coletiva, diz o Gartner Group sobre comunidades na web.
31.05.06
[ Por Carlos Nepomuceno ]

De um lado, o Technorati (site de busca em blogs) informa que o mês de maio de 2006 assiste a incrível marca de 40,5 milhões de blogs no planeta, com 2,4 bilhões de links indexados.

De outro, a Gallup registra que apenas 9% dos internautas lêem blogs regularmente, 11% ocasionalmente, 13% raramente e 66%, a maioria, nunca.

A mesma Tecnorati que anuncia a explosão dos blogs detalha que dos 40 milhões existentes, metade posta pouco e apenas 10% postou na última semana.

O que mostra a tendência de que o internauta cria o blog no impulso, mas com o retorno baixo das visitas, larga.

É o paradoxo da publicação em rede: a mesma ferramenta maravilhosa que facilita a publicação de um, permite o mesmo para milhões, tirando de todos a possibilidade de atenção.

Como se sabe e vale repetir: publicar é fácil, o difícil é alguém ler.

Foi o mesmo fenômeno que ocorreu nas páginas pessoais dos anos 90, as mães dos blogs, que eram menos ágeis e não permitiam comentários.

Antes que o povo do Blog me vaie (de novo) temo dizer que os bons blogs vieram para ficar.

Os bens visitados realmente serão poucos e bons.

Serão aqueles que conseguirão criar em torno, por uma série de requisitos, uma comunidade de leitores.

Uns, pelo mérito exclusivos dos novos colunistas;

Outros, principalmente, por já estarem vinculados à mídia oficial (jornais, rádios e tevês);

E os que vêm surgindo para abrir canal entre as empresas do mercado com seu público, como é o caso da Boeing, Walt Disney e Mc Donald’s, por exemplo.

A filosofia por trás dos blogs corporativos, que já tem até consultor e especialista é: se for para falar mal, fale pra mim mesmo!

Mas para onde, então, vai o exército dos blogueiros?

Sim, eles continuam ávidos de expressão e atenção.

Parece que vão conseguir resultados melhores estacionando seus escritos, filmes, fotos, músicas nos ambientes interativos do tipo MySpace e Orkut, no qual é mais fácil aparecer, em torno da comunidade de amigos.

O My Space, pouco conhecido no Brasil, é um Orkut melhorado, neto do Yahoo Groups, com espaço para postar fotos, filmes, músicas e escritos, além de outras iguarias.

Foi comprado este ano pelo mega empresário da mídia Rupert Murdoch (através da sua empresa RM News Corp) por 580 milhões de dólares, que levou junto o cadastro de 80 milhões de usuários, que crescem a taxa de 270 mil por dia.

A febre por esse tipo de ambiente despertou o mercado especulativo da web, que vê surgir uma nova pequena “bolha”, com concorrentes de sites batizados de Social Networking (rede social de relacionamento) por todos os lados:

O Bebo este mês recebeu aporte de 15 milhões de dólares da Benchmark Capital;

O Yahoo lançou o My Web 2.0, ambiente, em que agrega as listas de discussão do Yahoo Groups e outras firulas interativas;

Segundo a Nielson/NetRatings, os sites com ênfase em rede social de relacionamento cresceram 47% no último ano, com o MY Space liderando com taxa de crescimento de 367%, enquanto o Blogger, gestor do blogs, da Google, por exemplo, ficou apenas com 80%.

O consultor Ibope já registrou esta tendência também no Brasil na sua última pesquisa: “em relação ao aumento do tempo online, o Ibope Inteligência destaca o crescimento da categoria “comunidades”.

Perguntem-me, então, você acredita na tendência destes sites comunitários?

Como entretenimento sim, como rede de conhecimento e desenvolvimento social, não; só com projetos induzidos e fechados.

O que começará a ocorrer em breve, estimulado dentro e fora das empresas, instituições e governos que importarão lentamente esta cultura para gerar conhecimento e riqueza.

Quem prevê isso?

Pierre Lévy, o filósofo otimista da inteligência coletiva?

Não, a Gartner, empresa de consultoria de tecnologia dos grandes grupos americanos, em seminário ocorrido este mês. Eles afirmam:

“Comunidades web provêem rica interação entre empresários, empresas parceiras e consumidores que podem tanto apoiar ou ameaçar a empresa, conforme esta interação seja feita”.

Detalham:

“Comunidades na web exigem abordagem participativa na qual os usuários não são mais simples consumidores de serviços e conteúdo, mas também agem como criadores, propiciando uma rede de inteligência coletiva”.

E complementam:

“Como o número de participantes e os tipos de modelos de colaboração tendem a crescer, o poder irá tender cada vez mais para o consumidor, forçando as empresas a agir de forma proativa no mercado e analisar a influência destas comunidades”.

É uma proposta de mudança radical nas intranets, como defende o professor da Harvard Business School, de Boston, Andrew P. McAfee.

Fala da importância dos novos ambientes colaborativos:

“Não são apenas repositórios de informação ou espaços de colaboração, são muito mais do que isso – formas de acumulação do conhecimento coletivo que advém diretamente da experiência, da sabedoria e do julgamento dos próprios usuários”.

E propõem:

“Os gestores têm de deixar de pensar nas intranets como algo estático, mantido por um pequeno grupo dedicado ao assunto. Têm de pensar as intranets como dinâmicas, como um recurso gerado coletivamente e de responsabilidade de todos”.

Chega a ponto de defender a redefinição do que é a gestão do conhecimento nas empresas, em função disso.

Ou seja, quem acha que o orkut e similares são apenas brincadeiras de adolescente, não se engane ou espante, um belo dia o jovem, quando menos se espera, vira adulto.


Blog dos Blogs: Para entender a blogosfera

outubro 31, 2008

03.04.07
[ IDG Now! - Por Ralphe Manzoni ]

Uma conversa com Mr. Orkut sobre seus hobbies e problemas do Orkut

Orkut Buyukkokten, 32 anos, criador da mais popular rede social brasileira, é uma celebridade no Brasil. Em uma conversa, há pouco com jornalistas, ficamos sabendo que é reconhecido nas ruas.

Artigo Completo » hhttp://idgnow.uol.com.br/internet/blog_dos_blogs/archive/2007/04/03…


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.